terça-feira, 2 de abril de 2013

Orgasmo Feminino - um desconhecido repleto de mistérios

Por Luiz Mauro Coelho



Os relacionamentos sexuais, em geral, se iniciam com estimulações corporais variadas: carícias, toques pelo corpo todo - em áreas preferenciais de cada um, ou diretamente nos genitais, proporcionando um estado de excitação crescente, que é reconhecido pela lubrificação vaginal, exposição mais intensa do clitóris, aumento da frequência cardíaca, respiratória e crescimento dos mamilos, o que pode ou não resultar em orgasmo (ou clímax), sendo este o último estágio da resposta sexual feminina.
Do ponto vista anatômico, o orgasmo consiste em uma série de reflexos, contrações rítmicas involuntárias da musculatura pélvica e perineal, frequentemente acompanhado de intenso de prazer, seguido da sensação gostosa de alívio e relaxamento. A frequência e a intensidade do orgasmo são pessoais e cada pessoa o descreve de acordo com as suas vivências, ou seja, cada um sente o orgasmo à sua maneira. E sua obtenção pode ser através de relações sexuais, da masturbação ou de fantasias eróticas.
Na década de 1960, com o advento da “pílula” anticoncepcional, as mulheres passaram a se importar, a valorizar a obtenção de prazer durante as relações sexuais, pois perceberam que não tinham apenas objetivos reprodutivos. Enquanto que na década de 1980 para 1990, o orgasmo se transformou em sensação obrigatória, sinal de maturidade para as mulheres, o que pode ocasionar a diminuição da espontaneidade nos relacionamentos sexuais.
Segundo o médico e sexólogo, Gerson Lopes, “o direito ao orgasmo é diferente da obrigação de tê-lo”. E mais,“ o orgasmo é uma forma de prazer dentre as tantas possíveis experiências prazerosas que o sexo propicia”, e não um objetivo a ser conquistado a qualquer custo, seria melhor entendê-lo como consequência gostosa de um encontro sexual lúdico, amoroso, infinito.
Apesar da revolução sexual que vivemos a partir de 1960, a ausência de orgasmo é uma das queixas femininas mais frequentes, em uma pesquisa recente realizada no Projeto Sexualidade (Prosex, instituto que estuda sexualidade na USP-SP), 30% das mulheres brasileiras reclamam sobre a falta de orgasmos, falta de desejo ou excitação sexual. Quanto às causas de dificuldade em se obter o orgasmo são muito variáveis e de acordo com Hugo Miyahira, vice-presidente da Região Sudeste da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), são três os fatores que podem interferir, negativamente, no orgasmo feminino: o transpessoal, o interpessoal e o intrapessoal. O primeiro tem a ver com a cultura que a pessoa está inserida: fatores religiosos. O interpessoal, por sua vez, são as relações entre as pessoas: um companheiro que não é carinhoso, que cobra muito um determinado desempenho na cama e que acaba não proporcionando um clima favorável. Já o intrapessoal é a capacidade da mulher de conhecer o próprio corpo, de praticar o autoerotismo. Segundo a pesquisa do Prosex, 92% das brasileiras não se masturbam com frequência.
Determinados comportamentos ou exigências durante as relações sexuais também atrapalham a obtenção do orgasmo, como a ideia de “chegar juntos ao orgasmo”, uma cobrança comum que não traz benefício algum, pelo contrário, causa ansiedade em ambos os parceiros, porque eles passam a se preocupar com desempenho, deixando de lado o prazer de estarem juntos, compartilhando sentimentos e sensações.
Outro conceito equivocado é diferenciar orgasmo “clitoriano” e “vaginal”. Existe um ápice da excitação sexual, o clímax que se inicia no clitóris e se espalha por toda área vaginal, com contrações da musculatura perivaginal e pélvica e, em seguida transferindo sensações prazerosas por todo o corpo.
Enfim, gozar durante o coito é estimulante, agradável e aconchegante, não importando muito o modo de consegui-lo, tendo em vista que apenas 20% das mulheres chegam ao orgasmo pela penetração vaginal, segundo a mesma pesquisa da USP.



terça-feira, 26 de março de 2013

Em Pauta com a participação do Dr. Luiz Mauro

Assista a participação do Dr. Luiz Mauro no programa 'Em Pauta', da TV Universitária.

Clique para assistir ao vídeo

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dr. Luiz Mauro na revista Perfil Médico

Na última edição da revista Perfil Médico, também contou com um texto que tem o depoimento do Dr. Luiz Mauro. Acompanhe o texto na íntegra:



terça-feira, 12 de março de 2013

Dr. Luiz Mauro no Correio de Uberlândia


Veja a íntegra da matéria do Correio de Uberlândia com depoimento do Dr. Luiz Mauro Coelho, falando sobre a dificuldade que diversas pessoas têm nas relações interpessoais, uma das possíveis causas do sucesso de aplicativos em redes sociais para encontros de sexo casual.

Leia mais aqui: http://www.correiodeuberlandia.com.br/cidade-e-regiao/aplicativos-de-rede-social-promovem-encontros-sexuais-com-amigos/

terça-feira, 5 de março de 2013

O sexo após os 65 anos...


A chamada 3ª idade está cada vez mais ativa e supera o preconceito


          Eles têm mais de 65 anos, são, em sua maioria, aposentados e continuam em atividade plena. A atual terceira idade brasileira se mostra cada vez mais disposta.
Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, hoje em torno de 72 anos, a qualidade de vida tem melhorado, em função de diversos fatores: o acesso à saúde pública está mais facilitado, as medicações para controle de doenças crônicas estão mais acessíveis e o aumento da conscientização na busca de melhores condições de vida. O número de pessoas que chegam na 3ª idade em boas condições de saúde física e mental e com melhores chances de socialização também é crescente. Desta forma, elas possuem mais oportunidades para manter e melhorar os seus relacionamentos, participar de novos encontros afetivos, vivenciar a sexualidade com menos preconceito e mais espontaneidade.
Segundo o urologista e terapeuta sexual, Luiz Mauro Coelho, o preconceito e as doenças crônicas estão entre os empecilhos para o bom desenvolvimento da vida sexual dos indivíduos desta faixa etária. “É comum os idosos encontrarem algumas dificuldades no que diz respeito ao sexo. Além do preconceito e doenças crônicas, também estão: dificuldades  sociais, uso de medicações para controle de doenças crônicas e a compreensão inadequada de períodos desta idade, como menopausa e “andropausa”, afirmou o Dr. Luiz Mauro.
De maneira geral, do ponto de vista orgânico, nos homens a taxa de hormônios (testosterona) diminui gradativamente após os 50 anos, sendo um dos fatores que  permitem a  eles se relacionarem sexualmente sem dificuldades. Quanto às mulheres, com o advento da menopausa, ocorre a interrupção abrupta da produção hormonal feminina o que não leva, necessariamente, à frigidez ou desinteresse sexual. É fundamental que cada um se conheça, entenda as necessidades e vontade do organismo e tenha uma vida saudável, com frequentes visitas ao médico, o especialista enfatiza a importância dos relacionamentos. “Em qualquer idade ou período da vida, deveríamos aspirar a experimentar a sexualidade no sentido amplo do amor, da dedicação, evidenciando que o sexo, ou  a sexualidade, não tem como fim à reprodução, é apenas um meio para o fenômeno, e que na verdade, a união sexual busca a realização plena do ser”, disse.
 
Confira dicas do terapeuta sexual para melhorar a disposição sexual após os 60 anos:

  • Anualmente, vá ao médico e faça uma avaliação geral;
  • Interaja com pessoas da mesma faixa etária;
  • Verifique se as medicações utilizadas (quando existirem) têm  interferência direta na sexualidade;
  • Pratique atividades físicas regularmente, sempre com a orientação de um profissional;
  • Tenha uma alimentação balanceada;
  • Busque sempre, incessantemente, o equilíbrio emocional. Se aproximar afetivamente a alguém;
  • Tenha atividades laborais, voluntariado, etc.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dr. Luiz Mauro na Revista Perfil Médico

Acompanhe o artigo que o Dr. Luiz Mauro escreveu para a edição de Fevereiro da Revista Perfil Médico: