terça-feira, 9 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Orgasmo Feminino - um desconhecido repleto de mistérios
Por Luiz Mauro Coelho
Os relacionamentos sexuais, em geral, se iniciam com estimulações
corporais variadas: carícias, toques pelo corpo todo - em áreas preferenciais
de cada um, ou diretamente nos genitais, proporcionando um estado de excitação
crescente, que é reconhecido pela lubrificação vaginal, exposição mais intensa
do clitóris, aumento da frequência cardíaca, respiratória e crescimento dos
mamilos, o que pode ou não resultar em orgasmo (ou clímax), sendo este o último
estágio da resposta sexual feminina.
Do ponto vista anatômico, o orgasmo consiste em uma série de
reflexos, contrações rítmicas involuntárias da musculatura pélvica e perineal,
frequentemente acompanhado de intenso de prazer, seguido da sensação gostosa de
alívio e relaxamento. A frequência e a intensidade do orgasmo são pessoais e
cada pessoa o descreve de acordo com as suas vivências, ou seja, cada um sente
o orgasmo à sua maneira. E sua obtenção pode ser através de relações sexuais,
da masturbação ou de fantasias eróticas.
Na década de 1960, com o advento da “pílula”
anticoncepcional, as mulheres passaram a se importar, a valorizar a obtenção de
prazer durante as relações sexuais, pois perceberam que não tinham apenas
objetivos reprodutivos. Enquanto que na década de 1980 para 1990, o orgasmo se
transformou em sensação obrigatória, sinal de maturidade para as mulheres, o
que pode ocasionar a diminuição da espontaneidade nos relacionamentos sexuais.
Segundo o médico e sexólogo, Gerson Lopes, “o direito ao
orgasmo é diferente da obrigação de tê-lo”. E mais,“ o orgasmo é uma forma de
prazer dentre as tantas possíveis experiências prazerosas que o sexo propicia”,
e não um objetivo a ser conquistado a qualquer custo, seria melhor entendê-lo
como consequência gostosa de um encontro sexual lúdico, amoroso, infinito.
Apesar da revolução sexual que vivemos a partir de 1960, a
ausência de orgasmo é uma das queixas femininas mais frequentes, em uma pesquisa
recente realizada no Projeto Sexualidade (Prosex, instituto que estuda
sexualidade na USP-SP), 30% das mulheres brasileiras reclamam sobre a falta de
orgasmos, falta de desejo ou excitação sexual. Quanto às causas de dificuldade
em se obter o orgasmo são muito variáveis e de acordo com Hugo Miyahira,
vice-presidente da Região Sudeste da Federação Brasileira das Associações de
Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), são três os fatores que podem interferir,
negativamente, no orgasmo feminino: o transpessoal, o interpessoal e o
intrapessoal. O primeiro tem a ver com a cultura que a pessoa está inserida: fatores
religiosos. O interpessoal, por sua vez, são as relações entre as pessoas: um
companheiro que não é carinhoso, que cobra muito um determinado desempenho na
cama e que acaba não proporcionando um clima favorável. Já o intrapessoal é a
capacidade da mulher de conhecer o próprio corpo, de praticar o autoerotismo.
Segundo a pesquisa do Prosex, 92% das brasileiras não se masturbam com
frequência.
Determinados comportamentos ou exigências durante as
relações sexuais também atrapalham a obtenção do orgasmo, como a ideia de
“chegar juntos ao orgasmo”, uma cobrança comum que não traz benefício algum, pelo
contrário, causa ansiedade em ambos os parceiros, porque eles passam a se
preocupar com desempenho, deixando de lado o prazer de estarem juntos,
compartilhando sentimentos e sensações.
Outro conceito equivocado é diferenciar orgasmo “clitoriano”
e “vaginal”. Existe um ápice da excitação sexual, o clímax que se inicia no
clitóris e se espalha por toda área vaginal, com contrações da musculatura
perivaginal e pélvica e, em seguida transferindo sensações prazerosas por todo
o corpo.
Enfim, gozar durante o coito é estimulante, agradável e
aconchegante, não importando muito o modo de consegui-lo, tendo em vista que
apenas 20% das mulheres chegam ao orgasmo pela penetração vaginal, segundo a
mesma pesquisa da USP.
terça-feira, 26 de março de 2013
Em Pauta com a participação do Dr. Luiz Mauro
Assista a participação do Dr. Luiz Mauro no programa 'Em Pauta', da TV Universitária.
Clique para assistir ao vídeo
quinta-feira, 21 de março de 2013
Dr. Luiz Mauro na revista Perfil Médico
Na última edição da revista Perfil Médico, também contou com um texto que tem o depoimento do Dr. Luiz Mauro. Acompanhe o texto na íntegra:
terça-feira, 12 de março de 2013
Dr. Luiz Mauro no Correio de Uberlândia
Veja a íntegra da matéria do Correio de Uberlândia com depoimento do Dr. Luiz Mauro Coelho, falando sobre a dificuldade que diversas pessoas têm nas relações interpessoais, uma das possíveis causas do sucesso de aplicativos em redes sociais para encontros de sexo casual.
Leia mais aqui: http://www.correiodeuberlandia.com.br/cidade-e-regiao/aplicativos-de-rede-social-promovem-encontros-sexuais-com-amigos/
terça-feira, 5 de março de 2013
O sexo após os 65 anos...
A chamada 3ª idade está cada vez mais ativa e supera o
preconceito
Eles têm mais de 65 anos, são, em sua maioria, aposentados e
continuam em atividade plena. A atual terceira idade brasileira se mostra cada
vez mais disposta.
Com o aumento da expectativa de vida
no Brasil, hoje em torno de 72 anos, a qualidade de vida tem melhorado, em
função de diversos fatores: o acesso à saúde pública está mais facilitado, as
medicações para controle de doenças crônicas estão mais acessíveis e o aumento
da conscientização na busca de melhores condições de vida. O número de pessoas
que chegam na 3ª idade em boas condições de saúde física e mental e com
melhores chances de socialização também é crescente. Desta forma, elas possuem
mais oportunidades para manter e melhorar os seus relacionamentos, participar
de novos encontros afetivos, vivenciar a sexualidade com menos preconceito e
mais espontaneidade.
Segundo o urologista e terapeuta
sexual, Luiz Mauro Coelho, o preconceito e as doenças crônicas estão entre os
empecilhos para o bom desenvolvimento da vida sexual dos indivíduos desta faixa
etária. “É comum os idosos encontrarem algumas dificuldades no que diz respeito
ao sexo. Além do preconceito e doenças crônicas, também estão: dificuldades
sociais, uso de medicações para controle de doenças crônicas e a compreensão
inadequada de períodos desta idade, como menopausa e “andropausa”, afirmou o
Dr. Luiz Mauro.
De maneira geral, do ponto de vista
orgânico, nos homens a taxa de hormônios (testosterona) diminui gradativamente
após os 50 anos, sendo um dos fatores que permitem a eles se
relacionarem sexualmente sem dificuldades. Quanto às mulheres, com o advento da
menopausa, ocorre a interrupção abrupta da produção hormonal feminina o que não
leva, necessariamente, à frigidez ou desinteresse sexual. É fundamental que
cada um se conheça, entenda as necessidades e vontade do organismo e tenha uma
vida saudável, com frequentes visitas ao médico, o especialista enfatiza a
importância dos relacionamentos. “Em qualquer idade ou período da vida,
deveríamos aspirar a experimentar a sexualidade no sentido amplo do amor, da
dedicação, evidenciando que o sexo, ou a sexualidade, não tem como fim à
reprodução, é apenas um meio para o fenômeno, e que na verdade, a união sexual
busca a realização plena do ser”, disse.
Confira dicas do terapeuta sexual para melhorar a
disposição sexual após os 60 anos:
- Anualmente, vá ao médico e faça uma avaliação geral;
- Interaja com pessoas da mesma faixa etária;
- Verifique se as medicações utilizadas (quando existirem) têm interferência direta na sexualidade;
- Pratique atividades físicas regularmente, sempre com a orientação de um profissional;
- Tenha uma alimentação balanceada;
- Busque sempre, incessantemente, o equilíbrio emocional. Se aproximar afetivamente a alguém;
- Tenha atividades laborais, voluntariado, etc.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Dr. Luiz Mauro na Revista Perfil Médico
Acompanhe o artigo que o Dr. Luiz Mauro escreveu para a edição de Fevereiro da Revista Perfil Médico:
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