terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Saiba mais sobre o papel do terapeuta sexual


A atividade sexual se faz presente desde a vida intra-uterina por meio de projeções, idealizações e expectativas dos pais.
Após o nascimento moldes sociais rígidos induzem e favorecem comportamentos de machos e fêmeas levando os indivíduos a representar papéis impostos pela sociedade independente de como possam a vir se posicionar um dia.
A saúde sexual influi fortemente em vários setores da vida humana, e na auto-estima , constituindo-se desta maneira em importante parâmetro de avaliação da saúde física e mental.
Alguns problemas sexuais, tais como insegurança quanto ao papel sexual desempenhado, e dificuldades em usufruir uma vida afetiva feliz nos relacionamentos podem estar relacionados a neuroses provocadas pela não resolução da fase edípica ou por castração de sentimentos de gênero pela não possibilidade de uma sexualidade livre de preconceitos.
As disfunções orgânicas costumam ser mais facilmente diagnosticadas pelo médico terapeuta sexual, por meio de exames laboratoriais e radiológicos facilitando e abreviando o diagnóstico e o tratamento.
Dor provocada pelas relações sexuais (dispareunia) geralmente tem causa orgânica e podem ser mais bem esclarecidas, por exames de ultra-sonografia ou de ressonância magnética revelando muitas vezes cistos ovarianos, endometrioses, miomas ou até mesmo inflamação das trompas.
Até mesmo um simples exame preventivo de rotina pode revelar feridas sangrantes no colo uterino que impossibilitam o coito, impedem gravidez e afastam o casal do convívio harmonioso.
Problemas emocionais devido a traumas de infância ou baixa auto-estima podem afastar o indivíduo do convívio social pelas mensagens negativas aprendidas.
O não enfrentamento destas questões produz uma retração do impulso sexual, depressão e até psicopatias graves. Estes casos necessitam de um cuidado psicoterápico maior para só depois com a resolução destas angustia a terapia sexual possa ser trabalhada.
Para os casais com inadequação sexual, ocorrendo à cooperação de ambas as partes, o tratamento evolui de forma mais suave e harmônica pela aceitação dos exercícios eróticos que estimulam a pratica do erotismo e da fantasia, aumentando o repertorio sexual.
Na ausência de um dos pares o terapeuta pode trabalhar o crescimento e a valorização do cliente aumentando sua auto-estima pela valorização de suas qualidades individuais.
A conduta sexual não é um fato isolado do leque de comportamento do indivíduo, mas um importante referencial que sinaliza o equilíbrio emocional e o reflexo deste comportamento na conduta com seu par.


Problemas sexuais não são quadros padronizados, todos os clientes devem ser avaliados de maneira individual para que o tratamento pelas técnicas comportamentais possa ser feito no tempo certo. Desta forma, as técnicas aplicadas em terapia sexual são apenas instrumentos que devem obedecer a uma regência do terapeuta de uma forma afinada.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Falta de 'hormônio feminino' reduz desejo sexual de homem, diz estudo


Muitos homens de meia idade observam a cintura aumentar e o desejo sexual diminuir, sintomas que um novo estudo publicado nesta quarta-feira (11) sugere que pode ser vinculado à deficiência de um hormônio normalmente relacionado às mulheres.
Anteriormente, uma queda na produção de testosterona poderia ter sido considerada culpada, mas cientistas afirmaram na nova pesquisa que um declínio no estrogênio pode ser parte do problema.
"Este estudo estabelece níveis de testosterona segundo os quais várias funções fisiológicas começam a ficar prejudicadas, o que pode ajudar a fornecer uma base para determinar quais homens deveriam ser tratados com suplementos de testosterona", disse Joel Finkelstein, do Hospital Geral de Massachusetts.
Mas ele disse que "a maior surpresa foi que alguns dos sintomas rotineiramente atribuídos à deficiência de testosterona são na verdade parcialmente ou quase exclusivamente causados pelo declínio do estrogênio", disse Finkelstein.
Tradicionalmente, um diagnóstico de hipogonadismo masculino - uma queda nos hormônios reprodutivos aguda o suficiente para provocar efeitos físicos - se baseava exclusivamente em uma medição dos níveis de testosterona.
Estes diagnósticos aumentaram dramaticamente nos últimos anos, levando a cinco vezes mais prescrições de testosterona no ano 2000 em comparação com 1993.
Os médicos entendem pouco sobre os níveis exatos de testosterona necessários para sustentar o desejo sexual. A produção de testosterona também tem um impacto direto nos níveis de estrogênio nos homens, já que uma parte do hormônio masculino sempre é transformado em estrogênio.
Isto torna difícil saber qual o hormônio necessário e em que quantidade para contrabalançar os sintomas que aparecem em homens mais velhos.
Experimento
Para descobrir, os cientistas suprimiram toda a produção de hormônio natural entre mais de 300 homens com idades entre os 20 e os 50 anos. A metade dos indivíduos tomou uma dose diária de um gel de testosterona ou um placebo por 16 semanas. A outra metade recebeu este gel além de um remédio que inibe a conversão de testosterona em estrogênio.
Os resultados do estudo sugerem que a testosterona regula a massa magra e a força muscular, enquanto o estrogênio influencia o acúmulo de gordura corporal.
A função sexual sofreu o efeito dos dois hormônios: a falta de estrogênio reduziu o desejo, enquanto o nível baixo de testosterona impediu a ereção. Segundo Finkelstein, mais estudos são necessários para confirmar se as descobertas deste estudo controlado valem para flutuações hormonais naturais.

Fonte: Bem estar

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Andropausa: descubra os sinais e saiba como lidar


Você anda mais cansado que de costume? Está menos disposto para o sexo? Tem se irritado com muita facilidade? Se você for homem com mais de 50 anos e respondeu sim para essas perguntas, fique atento. A causa para algumas mudanças físicas e emocionais após esta idade pode ser a andropausa, uma espécie de menopausa masculina, que diminui drasticamente os níveis hormonais e exige alguns cuidados.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) Ricardo Meirelles, nem todos os homens apresentam níveis tão baixos de testosterona que podem causar problemas e, em alguns casos, os sintomas podem ser confundidos e atribuídos ao envelhecimento. "Cerca de 20% dos homens entre 50 e 60 anos apresentam a andropausa. Este número aumenta para mais de 80% após os 80 anos", explica.

Ainda assim, é preciso ficar de olho e conhecer os tratamentos adequados para passar por essa fase da melhor maneira. 

Sintomas 
A andropausa não tem características tão marcantes quanto a menopausa, que é diagnosticada com o fim da menstruação e fortes ondas de calor. No entanto, são frequentes sintomas como a indisposição, tendência a se cansar facilmente, perda de pelos, queda de cabelos, diminuição da libido, dificuldades de ereção e irritabilidade.

Segundo especialistas, os homens também podem sofrer perda de massa muscular. "Com a redução dos níveis de hormônio masculino, ocorre maior tendência a acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. Além disso, podem ocorrer anemia e perda de massa óssea, com osteoporose", afirma Meirelles.

Diagnóstico 
O exame de sangue é o melhor jeito para diagnosticar a andropausa e calcular a dosagem de testosterona no sangue. Isso porque, são os níveis baixos deste hormônio que caracterizam esta fase. Também é importante realizar outros exames para anular possíveis causas de testosterona baixa, como dosagem da prolactina e gonadotrofinas (hormônios que estimulam os testículos) e hormônios relacionados à função da tireoide.

De acordo com o presidente da SBEM, a redução progressiva dos níveis de testosterona se inicia em torno dos 30 anos, a uma taxa de diminuição de 1% ao ano. Por isso, é preciso ficar atento ao diagnóstico após os 50 anos.
Tratamento
O tratamento da andropausa consiste em aplicar testosterona ou medicamentos que aumentem a produção deste hormônio pelos testículos. A testosterona pode ser administrada por via injetável, em gel ou adesivos transdérmico.

De acordo com Ricardo Meireles, todos os homens que apresentem níveis baixos de testosterona e sintomas compatíveis com a andropausa devem ser tratados, exceto se houver contraindicações, como câncer de próstata ou de mama masculina.

"Outras condições que contraindicam a reposição hormonal são a apneia do sono, a poliglobulia (excesso de glóbulos vermelhos), a epilepsia e a insuficiência cardíaca descompensada. Estas, entretanto, são contraindicações relativas que, quando tratadas, não impedem a reposição. Os níveis sanguíneos da testosterona devem ser mantidos dentro dos limites da normalidade".
Mudanças de hábitos
Como os homens podem sofrer perda de massa muscular e acúmulo de gordura na região abdominal, o ideal é manter a alimentação sempre saudável.

Segundo os médicos, não há um alimento específico para ser indicado, mas o excesso de peso pode agravar a deficiência do hormônio masculino. Já o emagrecimento, ajuda a normalizar os níveis de testosterona.

Por: Fernanda Frozza - Terra

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dicas para prevenir a infecção urinária


Mais incidente nas mulheres do que nos homens, a infecção urinária costuma aparecer quando a imunidade do corpo está baixa. A maioria dos casos tem origem nas bactérias da flora intestinal, as quais passam pelo canal da uretra e caem na bexiga, provocando a infecção. Dor no baixo ventre na hora de urinar, vontade frequente de ir ao banheiro e micção com odor desagradável são alguns dos sintomas. Veja algumas medidas simples que ajudam a evitar o problema:

Hidratação: é imprescindível beber muito líquido (de preferência, água e bebidas naturais) para manter o aparelho urinário em atividade e, dessa forma, eliminar as impurezas do organismo.
Não reter a urina: uma vez que a doença é causada por uma bactéria, quanto mais a urina estiver parada, mais os agentes infecciosos vão proliferar na bexiga.
Higienização: quando for ao banheiro, limpe-se no sentido da frente para trás, de modo a evitar que as bactérias migrem do ânus para a vagina. Além disso, faça a limpeza da região genital antes e depois de ter relações sexuais.
Consuma vitamina C: os alimentos ou suplementos ricos nessa substância diminuem a acidez da urina. Uma das melhores opções é o suco de cranberry.

Fonte: Revista Saúde

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Terapia Sexual ajuda a manter o relacionamento


Discutir o relacionamento pode ser uma atitude normal entre os casais, mas quando o problema atinge a relação sexual é ideal que ambos procurem uma terapia específica para o assunto. O tratamento consiste em descobrir o motivo dos problemas sexuais do casal e cuidar para que possa ser evitado.

Segundo o urologista e terapeuta Luiz Mauro Coelho, um dos maiores problemas relacionados ao sexo são distúrbios ejaculatórios nos homens e distúrbio de desejo e falta de orgasmo nas mulheres.

Ele explica que o desejo sexual em ambos é biologicamente igual, mas existem fatores que influenciam na hora da procura pelo prazer. “O homem tem mais liberdade e mais testosterona, o que pode influenciar para ter um interesse maior. Enquanto a mulher é mais intimista e é marcada por repressões históricas da sociedade, o que vem mudando ultimamente”, disse.
Os problemas sexuais podem estar relacionados a fatores físicos e psicológicos. Segundo Luiz Mauro, a falta de conhecimento do próprio corpo pode influenciar no prazer. Além disso, no homem a ejaculação precoce, por exemplo, pode depender também da idade. Para ele, se o casal não conhece o próprio corpo, não sabe os pontos que lhe geram prazer. “Já a mulher, se não sente a vontade durante a relação sexual, ela deixa de gostar de fazer sexo e perde o interesse ao longo do relacionamento”, disse.
No tratamento, o médico faz uma psicoterapia e busca focar na principal disfunção do casal. Pode ser feita individualmente ou com os dois juntos. Em sessões semanais são discutidos o comportamento, as dificuldades de ambos, são passadas informações sobre os órgãos sexuais e indicados exercícios para o casal praticar em casa.

“Geralmente os homens demoram uma média de três anos para procurar o urologista e falar dos problemas sexuais. Mulheres demoram ainda mais para contarem o problema para ginecologistas”, disse o terapeuta. Os resultados da terapia sexual são observados em cerda de seis meses, segundo Luiz Mauro.

Fonte: Correio de Uberlândia

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como prevenir a impotência sexual masculina



Embora a maioria dos homens experimente episódios de disfunção erétil de vez em quando, existem maneiras e medidas para diminuir a probabilidade de ocorrências deste problema no futuro.
As principais formas de prevenir a disfunção erétil ou a impotência masculina são através de mudanças no estilo de vida, na dieta e na alimentação, fazendo exercício físico e exercícios kegel. Vamos então aprofundar cada ponto.

MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA

Fazer algumas mudanças ao seu estilo de vida vai melhorar a sua saúde em geral e vai melhorar a sua saúde psíquica e ajuda a prevenir problemas relacionados com a impotência masculina ou a disfunção erétil. A circulação sanguínea para o pênis é uma das várias causas da impotência. Se você tratar do seu pênis como trata o seu coração vai evitar muitos problemas.

DIETA E ALIMENTAÇÃO

Cada vez mais existem pessoas obesas, isto acontece porque tem uma alimentação inadequada e um hábitos de vida que não ajudam. Os consumidores são bombardeados com informação sobre todas as dietas rápidas e mágicas das revistas, suplementos e comprimidos para emagrecer mas não toma medidas para ter uma vida mais saudável. Com uma alimentação correta você não engorda e evita todos esses problemas.
Seguir os princípios básicos de comer frutas frescas, legumes e vegetais, cereais integrais e pouca gordura saturada é uma boa forma de começar uma alimentação mais saudável e equilibrada.

EXERCÍCIO FÍSICO

Fazer exercício físico regular faz bem ao coração e faz bem às suas cabeças (a de cima e a de baixo). Os homens que fazem exercício regular tem menos provabilidade de sofrer de estresse e ansiedade, tal como tem menos provabilidade de ter outros problemas e doenças. O exercício físico ajuda a aumentar a produção do hormônio testosterona, que ajuda no desempenho sexual.
Manter uma vida sexual ativa também ajuda a manter uma boa circulação de sangue para o pênis, o que ajuda a lutar contra as causas de impotência.

EXERCÍCIOS KEGEL

Os exercícios kegel ajudam a fortalecer os músculos pélvicos e são utilizados normalmente por mulheres grávidas ou por pacientes de incontinência. Estes exercícios também ajudam os homens que tem impotência masculina porque aumentam e melhoram a circulação do sangue.
Para isolar o músculo para fazer os exercícios kegel a melhor forma é praticar enquanto está urinando. Comece a contrair o músculo necessário para abrandar ou parar de urinar, depois tente manter a contração durante 10 segundos e solte o músculo novamente. Continue a fazer esse exercício até perceber qual o músculo que está envolvido. Quando conseguir isolar o músculo é recomendado treinar o músculo durante o dia. Continue a contrair a soltar o músculo durante o dia. Deve fazer no minimo 10 contrações 5 vezes por dia.
Caso tenha mais dúvidas sobre a disfunção erétil ou impotência masculina não hesite em perguntar.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vida sexual na terceira idade

A chamada 3ª idade está cada vez mais ativa e supera o preconceito


          Eles têm mais de 65 anos, são, em sua maioria, aposentados e continuam em atividade plena. A atual terceira idade brasileira se mostra cada vez mais disposta.
Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, hoje em torno de 72 anos, a qualidade de vida tem melhorado, em função de diversos fatores: o acesso à saúde pública está mais facilitado, as medicações para controle de doenças crônicas estão mais acessíveis e o aumento da conscientização na busca de melhores condições de vida. O número de pessoas que chegam na 3ª idade em boas condições de saúde física e mental e com melhores chances de socialização também é crescente. Desta forma, elas possuem mais oportunidades para manter e melhorar os seus relacionamentos, participar de novos encontros afetivos, vivenciar a sexualidade com menos preconceito e mais espontaneidade.
Segundo o urologista e terapeuta sexual, Luiz Mauro Coelho, o preconceito e as doenças crônicas estão entre os empecilhos para o bom desenvolvimento da vida sexual dos indivíduos desta faixa etária. “É comum os idosos encontrarem algumas dificuldades no que diz respeito ao sexo. Além do preconceito e doenças crônicas, também estão: dificuldades  sociais, uso de medicações para controle de doenças crônicas e a compreensão inadequada de períodos desta idade, como menopausa e “andropausa”, afirmou o Dr. Luiz Mauro.
De maneira geral, do ponto de vista orgânico, nos homens a taxa de hormônios (testosterona) diminui gradativamente após os 50 anos, sendo um dos fatores que  permitem a  eles se relacionarem sexualmente sem dificuldades. Quanto às mulheres, com o advento da menopausa, ocorre a interrupção abrupta da produção hormonal feminina o que não leva, necessariamente, à frigidez ou desinteresse sexual. É fundamental que cada um se conheça, entenda as necessidades e vontade do organismo e tenha uma vida saudável, com frequentes visitas ao médico, o especialista enfatiza a importância dos relacionamentos. “Em qualquer idade ou período da vida, deveríamos aspirar a experimentar a sexualidade no sentido amplo do amor, da dedicação, evidenciando que o sexo, ou  a sexualidade, não tem como fim à reprodução, é apenas um meio para o fenômeno, e que na verdade, a união sexual busca a realização plena do ser”, disse.
Confira dicas do terapeuta sexual para melhorar a disposição sexual após os 60 anos:

Anualmente, vá ao médico e faça uma avaliação geral;
Interaja com pessoas da mesma faixa etária;
Verifique se as medicações utilizadas (quando existirem) têm  interferência direta na sexualidade;
Pratique atividades físicas regularmente, sempre com a orientação de um profissional;
Tenha uma alimentação balanceada;
Busque sempre, incessantemente, o equilíbrio emocional. Se aproximar afetivamente a alguém;
Tenha atividades laborais, voluntariado, etc.